Guia de produtos de degradação em medicamentos: identificação e qualificação

Guia prático sobre produtos de degradação em medicamentos: estudo de degradação forçada, identificação, limites, qualificação toxicológica e documentação.

Guia prático sobre produtos de degradação em medicamentos: estudo de degradação forçada, identificação, limites, qualificação toxicológica e documentação.

Produtos de degradação precisam ser compreendidos como parte de um fluxo: formação, detecção, identificação, avaliação do nível, qualificação de segurança e definição de controle. A RDC 964/2025 e o Guia 83/2025 estruturam o contexto brasileiro atual.

1. Gerar conhecimento sobre degradação

Estudos de estresse ajudam a revelar vias plausíveis, demonstrar especificidade do método e entender a estabilidade intrínseca do produto.

2. Detectar e identificar

Quando um produto atinge níveis relevantes, a identificação química deve ser conduzida com técnicas adequadas e suportada por dados estruturais.

3. Comparar com limites

O nível encontrado deve ser comparado com os limiares aplicáveis para notificação, identificação e qualificação.

4. Qualificar segurança

Quando necessário, a avaliação inclui mutagenicidade, toxicidade geral, read-across, dados do IFA ou outras estratégias cientificamente justificadas.

5. Definir controle

A conclusão deve refletir-se na especificação, método analítico, estratégia de estabilidade e justificativa regulatória.

6. Atualizar no lifecycle

Novas formulações, processos, embalagens, condições de armazenamento ou dados de estabilidade podem revelar novos produtos ou alterar a exposição.

Perguntas frequentes

Todo produto de degradação precisa ser qualificado?

Não; depende do nível e dos critérios aplicáveis.

RDC 964/2025 substituiu a RDC 53/2015?

A RDC 964/2025 é o marco atual para o escopo de degradação forçada e produtos de degradação em medicamentos sintéticos e semissintéticos.

Read-across pode ser usado?

O Guia 83/2025 admite abordagens alternativas cientificamente fundamentadas.

Mutagenicidade deve ser avaliada separadamente?

Sim, conforme o framework aplicável, incluindo ICH M7.

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