Como aplicar os princípios do ICH Q9(R1) em matrizes de risco, escolhendo fatores, escalas e ferramentas proporcionais ao problema farmacêutico.
ICH Q9(R1) define Quality Risk Management como um processo sistemático de avaliação, controle, comunicação e revisão de riscos à qualidade. A matriz de risco é apenas uma das formas de operacionalizar esse processo.
Princípios que devem orientar a matriz
A avaliação deve ser baseada em conhecimento científico e relacionada à proteção do paciente. O nível de esforço, formalidade e documentação deve ser proporcional ao risco.
Escolha da ferramenta
FMEA, FMECA, FTA, HACCP, HAZOP, risk ranking, checklists e ferramentas estatísticas podem ser apropriados em contextos diferentes. Não há obrigação de usar uma única metodologia.
Severidade, ocorrência e detectabilidade
Esses fatores são comuns em FMEA, mas não são universais. O importante é que cada dimensão represente de fato o problema e que as escalas tenham significado operacional.
Arbitrariedade de scores
Scores podem criar uma falsa impressão de precisão. É essencial definir as escalas antes da avaliação, justificar pesos e evitar decisões automáticas baseadas apenas no número final.
Revisão e comunicação
Uma matriz deve ser revisada quando novas informações alteram o risco e deve permitir que terceiros compreendam as premissas e os controles adotados.
Perguntas frequentes
ICH Q9 exige FMEA?
Não.
Todo risco precisa de score numérico?
Não.
Posso usar matriz qualitativa?
Sim, quando proporcional ao problema e bem documentada.
Quando a matriz deve ser revisada?
Quando há mudanças, novos dados, desvios ou evidências de que as premissas não se sustentam.
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