Evitando exigências em Estudos de Qualificação de Impurezas Novas exigências da ANVISA: você está preparado?

Novas exigências da ANVISA e da EMA para qualificação de impurezas. Conheça os 4 módulos do ToxLens: metabólitos, API-like, toxicidade geral e risco.

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Em resumo

  • ANVISA e EMA passaram a exigir mais dos estudos de qualificação de impurezas, especialmente para impurezas não mutagênicas (NMIs).
  • Boa parte das exigências decorre de lacunas previsíveis: ausência de busca por metabólitos, falta de comparação estrutural formal IFA–impureza e ausência de contextualização de risco.
  • O ToxLens® organiza essa avaliação em quatro módulos: MetaboPrint, APITrack, ToxScreen e Level of Concern.
  • A busca de metabólitos usa base curada com mais de 220.000 moléculas; a triagem de toxicidade cobre 6 desfechos de órgãos-alvo.
  • Impurezas classificadas como API-like podem ser qualificadas com base nos dados de segurança já existentes do próprio IFA — evitando estudos desnecessários.
  • O relatório é gerado automaticamente, com modelos validados pela OCDE e estrutura pronta para submissão regulatória.

Por que os estudos de qualificação de impurezas geram tantas exigências?

A resposta raramente é falta de dado analítico. Na prática, as exigências surgem quando o dossiê apresenta o valor da impureza sem responder às perguntas que a autoridade fará em seguida: essa impureza é um metabólito conhecido? Ela se parece com o IFA a ponto de herdar seus dados de segurança? Quais alertas estruturais ela carrega? E qual o risco, considerando dose, via e duração do tratamento?

São quatro perguntas distintas, e cada uma exige um tipo de evidência diferente. Quando uma delas fica sem resposta, a exigência aparece.

O que são impurezas não mutagênicas (NMIs)?

São impurezas que não apresentam alerta ou evidência de mutagenicidade, e que por isso ficam fora do racional do ICH M7. Sua qualificação segue a lógica de toxicidade geral do ICH Q3A/Q3B e, mais recentemente, do rascunho específico da EMA sobre o tema — que trouxe novos critérios e é a origem de boa parte das exigências atuais.

Os quatro módulos do ToxLens®

1. MetaboPrint — busca de metabólitos

Determina se a impureza é um metabólito conhecido, humano ou animal, por meio de análise avançada de similaridade contra uma base de dados curada com mais de 220.000 metabólitos.

O impacto regulatório é direto: quando há demonstração suficiente de exposição prévia ao composto como metabólito, a qualificação segue por um caminho muito mais curto.

2. APITrack — classificação API-like

Avalia a similaridade estrutural formal, físico-química e farmacocinética entre a impureza e o IFA. Prediz propriedades de ADME (absorção, biodisponibilidade, permeabilidade, distribuição, metabolismo e eliminação) e, quando aplicável, classifica a impureza como semelhante ao IFA — API-like.

Essa classificação é o que permite qualificar a impureza com base nos dados de segurança já existentes do próprio IFA, em vez de gerar estudos novos. O módulo também suporta abordagem de read-across (RAx) e reporta métricas objetivas de similaridade — por exemplo, FP Similarity MACCS Tanimoto: 0,96.

3. ToxScreen — avaliação de toxicidade geral

Realiza triagem automatizada de toxicóforos e identificação de alertas estruturais, usando modelos baseados em SAR e em aprendizado de máquina. A avaliação por (Q)SAR é feita tanto para o IFA quanto para a impureza, permitindo comparação direta.

São 6 desfechos toxicológicos de órgãos-alvo cobertos:

  1. Fígado;
  2. Rim;
  3. Sistema cardiovascular (CVS);
  4. Trato gastrointestinal (TGI);
  5. Sistema nervoso central (SNC);
  6. Sistema respiratório (SR).

A lógica é antecipar: potenciais preocupações toxicológicas são identificadas precocemente, por meio de comparações IFA–impureza, e não depois que a exigência chega.

4. Level of Concern — avaliação de risco-benefício

Integra exposição, dose, via de administração e duração do tratamento para contextualizar os riscos da impureza e classificá-los de acordo com as diretrizes da EMA. É a etapa que transforma predições isoladas em uma conclusão defensável sobre aceitabilidade.

O workflow completo

MóduloPergunta que respondeEvidência que gera
MetaboPrintA impureza é um metabólito conhecido?Similaridade contra base curada de +220.000 metabólitos
APITrackA impureza é API-like?Similaridade formal, propriedades FQ e PK/ADME, read-across
ToxScreenHá alertas estruturais de toxicidade?(Q)SAR e ML para 6 desfechos, comparando IFA e impureza
Level of ConcernQual o risco no contexto de uso?Contextualização por exposição, dose, via e duração — conforme EMA

O relatório ToxLens®

O relatório é gerado automaticamente, mas não é um simples resultado: trata-se de uma qualificação completa e padronizada, alinhada às diretrizes regulatórias mais recentes e projetada para responder diretamente às novas questões levantadas em exigências sobre qualificação de impurezas sob o rascunho da EMA para NMIs. Suas características:

  • Plenamente conforme ao draft da EMA;
  • Modelos validados pela OCDE;
  • Visual e de fácil interpretação;
  • Documentação regulatória em etapas;
  • Pronto para submissão regulatória.

Por que a Altox

Fundada em 2012, a Altox foi pioneira em toxicologia in silico na América Latina e é referência na avaliação toxicológica de impurezas, produtos de degradação e correlatos, em conformidade com diretrizes nacionais e internacionais. Seu núcleo técnico reúne Toxicologia, Assuntos Regulatórios, Quimioinformática, Ciência de Dados/IA, Segurança Química e Ambiental e Tecnologia da Informação.

  • 13+ anos de operação, 200+ projetos, 80+ clientes atendidos com relatórios técnicos, monografias, pareceres especializados e documentos de segurança;
  • 12+ softwares de P&D lançados nos últimos anos;
  • Pharma-Hub — plataforma com 6 softwares de análise QSAR/in silico com modelos de IA para produtos farmacêuticos e diretrizes do ICH, desenvolvida em colaboração com o setor, com investimento de aproximadamente R$ 4,1 milhões ao longo de quatro anos;
  • iS-Tox — primeira plataforma da América Latina para avaliação in silico/QSAR e priorização em tempo real de substâncias químicas, com 12 softwares toxicológicos e ambientais (REACH/TSCA/DSL) e dados curados de mais de 250.000 compostos. Projeto financiado pela FAPESP (~R$ 1,2 milhão);
  • Publicações: 3 livros, 6 capítulos de livros e 14 artigos científicos;
  • Prêmios: Prêmio de Inteligência Artificial FIESP (2024); Prêmio Inovação João Florentino, Academia Brasileira de Ciências Farmacêuticas (2019); indicação ao Lush Prize internacional.

A empresa foi responsável por promover o conhecimento sobre métodos de QSAR e sua validação junto a agências regulatórias, estabelecendo com êxito essa abordagem como realidade regulatória para algumas das principais indústrias farmacêuticas do país.

Perguntas frequentes

O que é qualificação de impurezas?

É o processo de estabelecer que o nível de uma impureza presente em um medicamento é seguro para o paciente, considerando dose, via de administração e duração do tratamento. Envolve avaliação de mutagenicidade, toxicidade geral e contextualização do risco — e deve ser documentada de forma a sustentar a especificação proposta.

O que significa uma impureza ser “API-like”?

Significa que a impureza apresenta similaridade suficiente com o ingrediente farmacêutico ativo — em estrutura formal, propriedades físico-químicas e comportamento farmacocinético — para que os dados de segurança já existentes do IFA possam ser usados na sua qualificação, evitando a geração de estudos adicionais.

Modelos in silico são aceitos pela ANVISA e pela EMA?

Sim. Modelos (Q)SAR são parte consolidada do racional regulatório para avaliação de impurezas, desde que os modelos sejam adequados ao propósito e validados. O ToxLens® utiliza modelos validados pela OCDE e gera documentação estruturada para submissão.

Quantos desfechos toxicológicos o ToxScreen avalia?

Seis desfechos de órgãos-alvo: fígado, rim, sistema cardiovascular, trato gastrointestinal, sistema nervoso central e sistema respiratório — avaliados por (Q)SAR tanto para o IFA quanto para a impureza, permitindo comparação direta entre eles.

Por que identificar se a impureza é um metabólito?

Porque um metabólito humano ou animal conhecido já possui histórico de exposição no organismo. Quando há demonstração suficiente dessa exposição, a qualificação pode ser direcionada por esse caminho, reduzindo significativamente a necessidade de estudos adicionais.

O relatório serve para responder exigências já recebidas?

Sim. O relatório foi projetado especificamente para responder aos principais itens de exigência e aos novos critérios da ANVISA e da EMA, incluindo o rascunho da EMA sobre impurezas não mutagênicas.

Pronto para os novos padrões da ANVISA e da EMA? Solicite uma apresentação, conheça a plataforma de softwares Altox ou veja também como qualificar impurezas relacionadas a peptídeos e o que muda com a RDC 964/2025.

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